COTIDIANO

Secretária de Saúde garante que Hospital Municipal tem capacidade adequada para atendimento a gestantes

“Jamais iríamos expor a população rondonense a um atendimento se não tivéssemos uma equipe e equipamentos adequados”, garante Marciane Specht

Mal. Cândido Rondon
Saúde Pública | 11/10/2017 15h34

Secretária de Saúde Marciane Specht (Foto: Arquivo )

A secretária de Saúde de Marechal Cândido Rondon, Marciane Specht garante que o Hospital Municipal Dr. Cruzatti está perfeitamente adequado para fazer o atendimento à população e em especial às gestantes do município. Ela enfatizou isso em entrevista na manhã desta quarta-feira (11), quando foi novamente procurada pela reportagem do AquiAgora.net para comentar os episódios que envolveram duas gestantes atendidas no Hospital Municipal.

“Jamais iríamos expor a população rondonense a um atendimento se não tivéssemos uma equipe e condições de equipamentos e profissionais adequados, especialmente para o atendimento a gestantes”, acrescentou a secretária, procurando tranquilizar os munícipes.

Ainda ontem, antes da divulgação dos fatos envolvendo duas gestantes atendidas no Hospital Municipal, a reportagem buscou insistentemente ouvir a secretária ou outra pessoa ligada ao Hospital Municipal, sem obter retorno. Hoje, ao atender, a secretária disse que ontem ela não teve como retornar porque estava em reunião na Regional de Saúde e não tinha informações sobre os casos.

Ela disse ainda que procura ter cuidado técnico com as informações que repassa. Ao atender a reportagem, Marciane disse que repassaria um áudio onde explica os detalhes dos dois casos, o que acabou fazendo. Ouça o áudio ao final do texto.

Morte de recém-nascido

Marciane explicou que o caso da gestante de 40 semanas, cujo filho recém-nascido acabou falecendo, foi uma fatalidade que poderia ter ocorrido em qualquer hospital. Segundo ela, o que ocorreu não tem nada a ver com capacidade técnica, da equipe ou do hospital. “A criança broncoaspirou líquido aminiótico, o que pode ocorrer em qualquer lugar”, disse.

Conforme a secretária, foram seguidos todos os protocolos desde o primeiro atendimento e que não houve falha. Ela relata que a gestante procurou o atendimento no sábado e não apresentava sinal algum de trabalho de parto. Ela teria retornado no domingo e, segundo avaliação médica, continuava sem sinais de entrar em trabalho de parto.

De acordo com a secretária, na segunda-feira sim, ela teria entrado em trabalho de parto e tudo transcorria normalmente até que houve uma parada da dilatação e ocorreu a indicação da cesariana. No parto, contudo, o recém-nascido broncoaspirou o líquido aminiótico e teve complicações.

Marciane Specht explica que por parte da equipe de atendimento do Hospital Municipal foram seguidos todos os procedimentos para encaminhar o bebê para uma UTI neonatal. A transferência foi feita pelo helicóptero do Samu para o Hospital Bom Jesus, em Toledo, onde mais tarde, a criança acabou falecendo.

Caso de aborto

Sobre o caso da gestante que abortou, Marciane Specht disse em entrevista que também foram seguidos todos os protocolos. Ela confirmou que a gestante estava internada no Hospital Municipal.

“Trata-se de uma paciente com aborto retido, aguardando a evolução para as medidas cabíveis dentro dos protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde para atendimento adequado desta gestação. Ela teve sim um aborto com 16 semanas de gravidez”, destacou.

Em entrevista, o marido da gestante, reclama do atendimento recebido no Hospital Municipal e da demora  para a realização de um exame.

ÁUDIO

Secretária de Saúde explica episódios.


  


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